DESERTO DO ATACAMA: PRIMEIRO DIA

O avião pousou no aeroporto de Calama às 20:30h do dia 20 de novembro, uma quinta-feira. O sol estava se pondo no horizonte e parecia uma bola de fogo engolindo o céu – sem dúvidas uma belíssima recepção:

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Pegamos a van e após uma hora de estrada, que parecia uma reta infinita, chegamos a San Pedro de Atacama. No hotel havia somente espetos de luz no chão iluminando o caminho até os quartos e o céu repleto de estrelas se mostrou mais do que suficiente para iluminar o restante.

O Juan, proprietário do hotel, nos recebeu como se estivéssemos em sua própria casa e nos ofereceu uma carona até o centrinho da cidade. Deixamos as malas no quarto e partimos para jantar, afinal estávamos famintos após passar várias horas à base de comida de avião e de aeroporto.

Ele nos indicou o Cafe Adobe, restaurante recomendado por 10 entre 10 turistas que visitam a cidade. Acatamos a sugestão e ele nos deixou na porta do restaurante. Não havia fila de espera e rapidamente nos instalamos em uma grande mesa.

Visto do lado de fora o restaurante parece uma casinha qualquer, mas após passar pela recepção o grande salão com mesas e uma fogueira aparecem. A comida é excelente (cada um pediu um prato diferente e experimentamos um pouquinho das opções), tomamos uma cerveja chilena muito boa (Kunstmann Gran Torobayo) e saímos de lá muito satisfeitos. Pedimos um táxi e voltamos para o hotel para descansar para o próximo dia. A viagem começou com o pé direito!

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Fonte da imagem: http://www.cafeadobe.cl/el-restaurant/

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Fonte da imagem: http://www.cafeadobe.cl/el-restaurant/

No dia seguinte acordamos por volta das 8:30h e tomamos um ótimo café da manhã no hotel, com direito ao melhor pão italiano (é feito por um francês que tem uma boulangerie na cidade), croissant, suco, geléia, frutas e iogurte. Por volta das 10h partimos para o centrinho, metade do grupo foi de bicicleta e os demais foram caminhando.

Primeiro fomos acertar os detalhes e pagar o restante dos passeios e depois andamos pelas ruelas para conhecer um pouco de San Pedro de Atacama. O povoado é uma graça: há bicicletas por todos os lados, edificações de adobe, lojinhas de artesanato, turistas caminhando e lojistas à espera de boa vendas.

DSC_0514 DSC_0517 DSC_0518 DSC_0519 DSC_0522Fizemos uma pausa para o almoço no restaurante Las Delicias de Carmen, outra dica unânime dos guias do Deserto do Atacama. A comida é bem caseira e uma delícia. Um prato serve duas pessoas tranquilamente, principalmente porque é uma comida mais pesada (arroz, batata frita, bife à milanesa etc).

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Após almoçar voltamos para o hotel e no caminho fiz alguns registros da espetacular paisagem:

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Foi o tempo de deixar as bicicletas, escovar os dentes e preparar as mochilas para o passeio ao Valle de la Lua e Valle de la Muerte. O ponto de encontro foi na sede da Grado 10, agência de turismo com a qual fechamos a maioria dos passeios e considerada uma da melhores.

IMG_6623 16.58.43IMG_6660A sensação desta agência é o veículo no qual são feitos os passeios: um ônibus safari!

IMG_6628O passeio começou no Valle de la Luna que recebeu este nome devido às formações rochosas que se parecem com a superfície lunar. Este vale, de origem vulcânica, é composto por rochas salinas e está localizado na região da Cordilheira de Sal. As chuvas, ventos e demais agentes erosivos moldaram a paisagem do local:

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Percorremos a pé um trecho de uma das cavernas esculpidas na paisagem e exploramos um pouco o local enquanto a guia nos explicava os aspectos geológicos e geográficos da região:

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Voltamos para o ônibus e seguimos até a escultura “Las Tres Marias” que é também conhecida como “Los Vigilantes”. Esta formação também é resultado do efeito erosivo e estima-se que existe há aproximadamente um milhão de anos:

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Seguimos a pé por alguns metros para apreciar a paisagem, totalmente diferente de tudo o que já vi na vida. Um lugar inóspito, árido e surpreendente, onde a natureza se mostra exuberante.

Na foto abaixo, logo atrás da placa, está a formação rochosa apelidada de “Anfiteatro”:

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E paralelamente à estrada, pela qual seguimos a pé, há dunas de areias que nos lembram que realmente estamos em um deserto:

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Exploramos a região a pé por uns vinte minutos e em seguida fomos de ônibus até o Valle de la Muerte: mais formações rochosas e paisagens exuberantes

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A origem do nome deste vale possui algumas versões diferentes: há quem diga que é porque ali nada nasce, cresce ou vive; outros dizem que este era o local escolhido pelos antigos habitantes da região para morrer e uns acreditam que o local foi batizado inicialmente por Valle de Marte – devido à semelhança com a superfície do plante Marte – mas devido a um erro de grafia o nome foi trocado por Valle de la Muerte.

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Seguimos de ônibus para o Mirador de Kari, nossa última parada, para ver o maravilhoso pôr do sol na Piedra del Coyote que parece flutuar na paisagem:

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À medida que o sol foi se pondo no horizonte as cores da paisagem foram se modificando, uma belíssima mistura de amarelo, rosa e azul:

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E assim o sol se foi e deixou a paisagem ainda mais bela:

IMG_6642Voltamos para San Pedro de Atacama e chegamos no centrinho por volta das 20:30h. Estávamos famintos e fomos jantar no restaurante Café Export, atraídos pelos funcionários do restaurante que ficam na rua fazendo propaganda do local. Pedimos as deliciosas e enormes empanadas, que lá mais pareciam um calzone e servem duas pessoas tranquilamente.

Enquanto esperávamos a comida, o Du e o marido da minha irmã foram comprar vinho – o restaurante não podia vender bebida alcóolica mas nos autorizou a comprar o produto e beber lá dentro. Pedimos ao garçon que trouxesse taças e quando os meninos chegaram com as garrafas encontraram várias xícaras em cima da mesa. Eu achei estranho servir vinho em xícara mas pensei que era uma alternativa para não mostrar que estavam servindo bebida alcóolica no restaurante. Mas logo percebemos que o garçon entendeu tazas (xícara, em espanhol) – devido ao nosso ótimo portuñol – e por isso a confusão!

 

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