LONDRES: QUINTO DIA

No quinto dia em Londres tomamos café da manhã no EAT., rede de comida que tem uma filosofia de servir alimentos frescos, com receitas diferentes a cada dia e que doa as comidas que não foram vendidas no fim do expediente. Confesso que nosso café da manhã não foi dos melhores, mas demos um desconto porque já era tarde (passava das 11h). De lá pegamos o ônibus e fomos para o British Museum, um dos museus de Londres que mais gostei (juntamente com o Victoria and Albert Museum). E olha que a disputa não é fácil, afinal há vários museus interessantes na capital inglesa.

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British Museum foi inaugurado no ano de 1753 e foi o primeiro museu público nacional do mundo. Atualmente recebe em média 6 milhões de visitantes por ano e é o segundo museu mais visitado do mundo (de acordo com a Wikpedia).

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O museu possui um acervo de mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, referentes à história e cultura da humanidade desde os primórdios até a atualidade. Para quem gosta de história o local é um prato cheio! Ficamos pouco mais de 3 horas lá dentro e conseguimos percorrer todas as galerias. Mas é tanta coisa para ver e observar que daria para passar um dia inteiro dentro do museu.

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Iniciamos nossa visita na galeria onde estão expostos objetos da cultura asiática, onde vimos vários exemplares em porcelana, cerâmica e metal. Várias esculturas belíssimas e muitos objetos interessantes. Passamos também pelos exemplares do Mundo Islâmico e na sequência chegamos na galeria destinada aos Assírios, onde há inúmeras esculturas:

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Quando entramos na galeria dedicada à região da Lícia, tive uma surpresa ao encontrar esculturas e objetos vindos da cidade de Xanthos (Turquia). Aí entendi o motivo de não haver praticamente nenhum registro por lá (estive em Xanthos em 2011, veja aqui), pois foi tudo levado pelo pesquisador Charles Fellows entre os anos de 1838 e 1844. O mesmo aconteceu com a área dedicada ao Mausoléu de Halicarnasso, onde também estive em 2011 (post aqui).

A arqueologia tinha uma conotação de colecionar e, desta forma, muitos arqueólogos buscavam fragmentos do Oriente Médio e levaram tudo para Londres, onde permanecem até hoje. Há um movimento forte e crescente para que as antiguidades gregas que estão expostas no museu britânico sejam devolvidas à Grécia. Inclusive no mês passado foi noticiado que a advogada Amal Alamuddin (a.k.a. esposa do George Clooney) teria sido contratada pelo governo grego para repatriar as antigas estátuas Elgin da Grã-Bretanha.

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Na foto abaixo está o cavalo esculpido em mármore que estava, juntamente com mais três cavalos, no topo da pirâmide que coroava o Mausoléu de Halicarnasso:

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As estátuas da foto abaixo também pertencem ao Mausoléu e a estátua localizada à direita da foto é a figura dinástica mais bem preservada, embora tenha sido reconstruída a partir de setenta e sete fragmentos:

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Há várias joias expostas, cada peça mais linda do que a outra:

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Há um acervo vasto de objetos da Grécia e Roma Antiga, Europa, África, Américas, Império Persa, entre outros. Mas a grande atração do British Museum e um dos objetos mais importantes em exposição no museu é a Pedra de Roseta (foto abaixo), na qual há uma inscrição de um decreto promulgado no ano de 196 A.C. na cidade de Mênfis (cidade do Antigo Egito) em nome do rei Ptolomeu V. O texto foi escrito em três tipos de escrita: hieróglifo egípcio antigo, demótico e grego antigo. A pedra foi encontrada pelos soldados de Napoleão Bonaparte no Egito e foi decifrada por um francês.

A partir da tradução do texto em grego e demótico, foi possível traduzir o hieróglifo egípcio, até então de difícil tradução e, desta forma, foi possível desvendar e compreender todos os segredos e aspectos da civilização do Antigo Egito.

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A galeria dedicada ao Egito Antigo é imperdível, em especial as múmias:

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Além do vasto acervo, o museu possui a maior praça coberta da Europa e para mim a área mais bonita do edifício:

IMG_5311Estou falando da Queen Elizabeth II Great Court, inaugurada em dezembro do ano 2000, que ocupa a área central do museu:

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Após a visita ao museu fomos a pé para o restaurante tailandês Bussaba. Já passava das 15h e estávamos famintos. Foi difícil encontrar o restaurante, pois a numeração da rua não segue uma ordem crescente e a placa era bem discreta:

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O restaurante é ótimo e valeu a demora para encontrá-lo! A comida é muito boa e o preço também. Comi um pad thai acompanhado de arroz de coco, ambos deliciosos:

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O restaurante fica na charmosa região de Covent Garden que é repleta de lojas, restaurantes e muitos turistas. Após matar a fome, seguimos a pé pelas ruas do bairro e fomos até o Mercado de Covent Garden, que é uma perdição para quem está com fome ou ama comer (eu!!):

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Lá dentro há vários restaurantes (Jamie’s Italian, Shake Shak etc), sorveterias, lojas de chá, doces (Ben’s Cookies e Ladurée) e tipos de comida, que agrada quem quer almoçar, jantar, beliscar, comer um doce ou uma paella – veja que gigante esta da foto abaixo!

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Mas como havíamos acabado de almoçar, andamos pelo mercado e tomamos um sorvete bem gostoso, mas nada excepcional, na Venchi, que é uma “chocogelateria” italiana:

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Em frente ao mercado está a praça Covent Garden Piazza onde sempre tem algum artista de rua fazendo uma performance:

DSC_0731Após passear pelo mercado e assistir a uma parte da apresentação na praça, seguimos a pé pelas ruas charmosas da região. Há várias lojas interessantes e para o desespero do Du entrei na Sass & Belle (uma loja fofa com vários produtos com uma pegada mais artesanal) e fiquei alguns bons minutos por lá. Confesso que comprei menos do que olhei!

Seguimos a pé até a Picadilly Circus, uma praça que lembra um pouco a Times Square de NY, mas em proporções bem menores. Há vários outdoors / painéis eletrônicos com muita propaganda de marcas famosas, vários restaurantes e bares, lojas e teatros e muitos turistas andando de um lado para o outro:

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DSC_0734No fim da praça está a Regent Street, rua super charmosa e repleta de lojas. Aproveitamos para fazer compras na Uniqlo e bater perna nas lojas e ver as vitrines:

DSC_0740Depois de andar o dia inteiro pegamos o metrô e fomos pro hotel descansar. Chegamos lá por volta das 21h totalmente exaustos e capotamos!

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