LONDRES: TERCEIRO DIA

Segunda-feira de férias tem cara de sexta-feira, não é mesmo? E se o dia começar com sol e céu azul (minha eterna fixação por esta dupla) é melhor ainda! E foi exatamente assim que nosso terceiro dia em Londres começou!

Acordamos cedo e encaramos uma corrida de 5km passando pelo Kensington Gardens e pelo Hyde Park, a melhor maneira de começar bem o dia (tanto pelos parques quanto pela corrida). Nem preciso dizer que fiquei ainda mais louca para me mudar para Notting Hill e poder correr no Hyde Park toda semana, né?! A foto que tirei do parque não me deixa mentir, parece uma pintura de tão lindo:

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Após a corrida matinal fomos tomar café da manhã no Urban Meadow, um café / restaurante bem charmosinho e agradável nas redondezas do parque. Sentamos na mesa externa e tomamos um delicioso café da manhã enquanto o sol nos fazia companhia.

Urban Meadow

De lá voltamos para o hotel para tomar banho e por volta das 11:30h pegamos o ônibus em direção ao Big Ben. O tempo já estava nublado e na hora que descemos do ônibus começou a chover, mas não durou mais do que 5 minutos. Aí o céu já estava bem nublado, mas a chuva deu uma trégua e também não estava frio.

IMG_6625Big Ben é o nome do sino que está dentro da Torre do Relógio (foto acima) de 98m de altura, pertencente ao Palácio de Westminster – conhecido como casas do Parlamento – o qual abriga as duas câmaras do Parlamento do Reino Unido (Câmara dos Lordes e Câmara dos Comuns). Este é um dos maiores parlamentos do mundo e é possível fazer uma visita guiada por lá, mas nem nos interessamos, afinal tínhamos uma programação bem intensa para este dia.

Parlamento inglês

Em frente ao edifício do Parlamento Inglês está a Abadia de Westminster, considerada a igreja mais importante de Londres. Foi lá que no ano de 2011 o duque e a duquesa de Cambridge, mais conhecidos como Príncipe William e Katie Middleton, se casaram.

Abadia Westminster

É nesta igreja que os reis e rainhas do Reino Unido são coroados e também é onde foram sepultadas mais de três mil pessoas, entre eles a Rainha Elisabeth I, Charles Darwin e Isaac Newton. Há visitas guiadas para quem deseja conhecer o interior da edificação gótica, mas é cobrado o valor de £18,00 por adulto. Achei muito caro – algo em torno de R$70,00 – para conhecer uma igreja sendo que já entrei em tantas e de graça! Uma alternativa para quem não quer gastar dinheiro mas quer conhecer a igreja é assistir à Even Song, uma missa vespertina celebrada às 17h (não tenho certeza se ocorre diariamente). E, claro, esta foi a nossa opção! Mas deixamos a missa para outro dia.

A poucos metros está a Ponte de Westminster (sobre o rio Tâmisa), cheia de turistas procurando o melhor ângulo para tirar uma selfie foto com a London Eye ao fundo. Esta vista é exatamente a imagem que tinha de Londres na minha cabeça: Rio Tâmisa + London Eye.

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Seguimos a pé pela margem do Rio Tâmisa, onde há um calçadão para pedestres, e foi um passeio muito agradável. E pensar que no século XIX este rio era conhecido como o “Grande Fedor”, por causa do mau cheiro causado pela poluição. Foram mais de 120 anos de investimento na despoluição de suas águas e atualmente há mais de cem espécies de peixes nadando nas águas do rio inglês. Este é um exemplo a ser seguido em São Paulo, onde há o Rio Tietê e Pinheiros que cortam a cidade e são poluídos e fedidos.

Andamos por aproximadamente 2,5km até a Saint Paul Cathedral, mas antes de chegar na igreja fizemos uma pausa no Pret A Manger, uma rede de fast-food britânica mas que oferece algumas opções mais saudáveis. Ao invés de hambúrguer e batata frita, a rede oferece sanduíches saborosos com ingredientes naturais e frescos, frutas, bolos e pães. O preço é honesto e a comida de boa qualidade. Compramos algumas frutas e barrinhas de cereal para comer mais tarde.

Ao sair de lá fomos até a Saint Paul Cathedral, onde a princesa Diana se casou com o príncipe Charles no ano de 1981. Também não fizemos a visita guiada nesta igreja, pois é cobrado o valor de £15.00 por adulto. Também tem a opção da Evensong às 17h para quem não quer gastar tanto dinheiro para conhecer uma igreja. A cúpula central desta Igreja (são 03 no total) possui 111m de altura e é a segunda maior do mundo. O ingresso para a visita também dá direito a subir na cúpula e ver Londres lá do alto. A igreja é belíssima, me contentei de vê-la somente por fora:

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Seguimos a caminhada em direção ao Tate Modern, museu britânico de arte moderna, localizado na outra margem do rio Tâmisa. Atravessamos a Millenium Bridge, ponte para pedestres projetada pelo arquiteto Norman Foster e de onde se tem uma vista muito bonita da cidade. De lá também é possível avistar o edifício The Shard, cujo projeto é de autoria do arquiteto Renzo Piano, que é atualmente o edifício mais alto da União Européia com 309m de altura (à direita na foto abaixo):

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A Millenium Bridge vista da margem do Rio Tâmisa:

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A vista a partir da outra extremidade da ponte (em frente ao Tate Modern) é bem interessante, pois em primeiro plano temos a arquitetura contemporânea da ponte do século XXI e ao fundo a clássica Saint Paul Cathedral do século XVIII, contrastes arquitetônicos mas que convivem harmoniosamente:

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O prédio do Tate Modern era a antiga central elétrica que foi desativada no ano de 1981. O museu foi inaugurado no ano de 2000 e coube aos arquitetos Herzog e de Meuron fazer a adequação da antiga usina em museu e o resultado ficou bem interessante:

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Entramos no Tate Modern, que também tem entrada grátis, e visitamos todo o acervo. Confesso que em vários momentos não entendi o significado do que estava diante dos meus olhos e fiquei pensando em qual o critério para considerar determinados trabalhos como obra de arte.

Tate Modern

Estava tendo a exposição Cut Outs do artista francês Henri Matisse, que foi um sucesso de público. Fiquei louca para ir, mas além do preço salgado (£18 por pessoa), já não dava mais tempo de visitar, pois o museu já estava quase fechando. Comprei uns cartões postais na loja da exposição, adoro loja de museu sempre tem coisa interessante. Como estava com uma bolsa pequena segurei os cartões na mão e simplesmente perdi todos eles! E só vi algum tempo depois, nem tenho ideia de onde os deixei…

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Após o programa cultural, pegamos o metrô e descemos na estação Lancaster Gate para aproveitar o fim do dia no Hyde Park:

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E no meio da nossa caminhada nos deparamos com uma obra da arquiteta Zaha Hadid:

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Seguimos as marcações no piso indicando o memorial a Princesa Diana:

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Trata-se de uma fonte oval composta por placas de granito por onde a água circula. É um lugar lindo, rodeado de verde, pássaros e de frente para o lago Serpentine:

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Na hora que saímos do parque já estava escuro e começou a chover novamente. Ainda estava cedo para voltar pro hotel, então entramos no primeiro pub que encontramos no caminho e ficamos lá tomando cerveja e aproveitamos para matar a fome também. O escolhido foi o pub The Black Lion, um ótimo achado e perfeito para terminar o dia!

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