CHICAGO: PRIMEIRO DIA

Nosso primeiro dia em Chicago começou no Centro Cultural da cidade, que fica a poucas quadras do hotel. Lá nos encontramos com o nosso guia que faz parte do Chicago Greeterprograma que oferece guias voluntários para mostrar a cidade aos turistas durante um passeio de aproximadamente 3h. Detalhe: totalmente gratuito!

Centro Cultural

Encontrei a dica no blog Sunday Cook (clique aqui) e logo já entrei no site para fazer o cadastro. Há uma lista de preferência de temas e em qual língua você deseja que o seu guia se comunique. Em posse destas informações eles escolhem um guia que se encaixe em todos os pré-requisitos escolhidos, o que torna o passeio um tour personalizado.

Chicago Greeter

Minha primeira opção de idioma foi o português e na sequência o inglês. Eu e o Du falamos e entendemos bem inglês, mas ter a chance de fazer um passeio e conhecer a cidade com um guia falando nossa língua nativa seria bem mais prático. Apesar de a primeira opção ter sido na língua portuguesa, não acreditei que nosso guia falasse nosso idioma. Logo que vi o guia já soltei um “Hi! You’re Howard, right?”e ele disse “Bom dia, Izabella!”. Que surpresa boa!

O Howard é americano mas nos anos 1970 morou durante 05 anos em São Paulo e até hoje ainda fala, e muito bem, o português. Ele nos disse que sempre atende turistas brasileiros pelo programa e confessou que adora, pois é uma forma de praticar nossa língua.

Nosso passeio começou no próprio Centro Cultural, inaugurado no ano de 1897. O edifício, em estilo neoclássico, possui em seu interior mármores de diversos tipos, mosaicos, elementos em bronze e a maior cúpula Tiffany do mundo! São vários detalhes que me deixaram encantada:

DSC_0357 Cúpula Tiffany

DSC_0364 Sala de concertos

DSC_0355Maravilhoso o Centro Cultural, não é mesmo? Ao sair de lá, atravessamos a Michigan Avenue e chegamos no Millenium Park, que faz parte do Grant Park:

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É lá que está a famosa Cloud Gate, escultura do artista Anish Kapoor, composta por 168 placas de aço inox e também conhecida como The Bean (O feijão, em inglês), devido a sua forma:

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Dá para brincar bastante na parte interna da escultura com as formas das imagens refletidas nas placas de aço inox. Eu e o Du ficamos olhando a escultura alguns minutos tentando encontrar a junção das placas e não conseguimos identificá-las! A escultura parece ser um bloco inteiro de aço inox.

A poucos metros dali está o Jay Pritzker Pavilion (o sobrenome da família Pritzker, que também dá nome ao maior prêmio da arquitetura), uma concha acústica projetada pelo arquiteto canadense Frank Gehry (lembra dele neste post de Los Angeles?):

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Jay Pritzker Pavilion foi construído junto ao Harris Theater e possui 4.000 assentos fixos e um enorme gramado ao fundo para acomodar mais 7.000 pessoas, principalmente nos concertos de verão. A área central é composta por diversas placas de aço inox fosco, de onde saem as treliças compostas por tubos de aço, os quais acomodam as caixas do sistema de som:

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Imagina que delícia estar aí em um concerto? Achei tudo fantástico! E ao lado do pavilhão, Frank Gehry projetou uma ponte para pedestres sobre a Columbus Drive para conectar o Milenium Park a outra parte do Grant Park. A ponte também serve como barreira acústica para evitar que o barulho dos carros vindos da Columbus Drive chegue até o Jay Pritzker Pavilion:

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É tudo simplesmente genial e um ótimo exemplo de que nós arquitetos fazemos muito mais do que simplesmente “casas bonitas e edifícios envidraçados”!

Seguimos pelo Millenium Park em direção ao museu The Art Institute (falarei mais sobre ele em outro post), mas nos contentamos em ver o museu somente do lado de fora:

The Art Institute

Atravessamos novamente a Michigan Avenue e entramos na loja da Chicago Architecture Foundation. Para os arquitetos o lugar é uma diversão sem fim, pois eles vendem inúmeros livros de arquitetura e também ingressos para vários passeios sobre arquitetura pela cidade. Mas mesmo para quem não é arquiteto recomendo a visita, pois nos fundos da loja está exposta uma enorme maquete da região central de Chicago. É imperdível!

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Depois que disse ao Howard que sou arquiteta, ele ficou super empolgado e nos levou em vários edifícios belíssimos, os quais provavelmente nem conheceríamos se estivéssemos sem guia. Entramos em alguns prédios para ver de perto vários detalhes encantadores:

Orquestra Sinfônica de Chicago

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Roosevelt University DSC_0412 DSC_0418

Vitrais DSC_0419

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Após visitar os edifícios, seguimos por uma rua transversal à Michigan Avenue e seguimos pela área do Loop. E no meio do caminho o Howard nos mostrou o prédio onde funciona a prisão de Chicago. Esta unidade é onde os presos ficam antes do julgamento (prédio triangular em primeiro plano):

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Passamos embaixo das estruturas metálicas por onde passam os trens:

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O Howard sugeriu que entrássemos no Marquette Building, um dos edifícios que representam o estilo Escola de Chicago e que eu não conhecia:

Marquette Building

No hall de entrada há mosaicos Tiffany que contam trechos da vida de Jacques Marquette (explorador europeu) e dos nativos que conheceu em Illinois:

Mosaicos Tiffany

O passeio continuou com vários edifícios importantes da cidade e também com várias obras de arte no caminho:

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Escola de Chicago

A giant flamingo

Marc Chagall

Joan Miró

Pablo Picasso

Fiquei completamente apaixonada pela cidade após este passeio! E olha que foi só a primeira metade do nosso primeiro dia em Chicago! O tour terminou no edifício James R. Thompson Center que abriga escritórios do governo estadual de Illinois. A partir do térreo os visitantes conseguem ver todos os 17 andares de escritórios que são abertos para o centro do edifício. A ideia é passar a mensagem de um “Governo aberto em ação”:

DSC_0474 DSC_0475 Jean Dubuffet

Foram mais de 3 horas de visita com o Howard e amamos toda a experiência, recomendo! O legal deste tipo de passeio é que é guiado por moradores da cidade que conhecem vários lugares que não estão nos guias turísticos e além de ser totalmente personalizado e com poucas pessoas. Após nos despedirmos do guia fomos almoçar no térreo do edifício, onde há uma praça de alimentação com vários restaurantes. Comemos uma pizza bem meia boca e seguimos para o segundo passeio do dia: um passeio de barco pelo rio Chicago.

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Antes mesmo de decidir conhecer Chicago, eu já tinha esta dica salva no computador. Este passeio é oferecido pela Chicago Architecture Foundation (a mesma que citei lá em cima, quando entramos na loja deles para ver a maquete de Chicago) e a ideia é fazer um tour a bordo de um enorme barco durante 90 minutos com um guia que vai contando a história de Chicago e também de aproximadamente 50 edifícios da cidade. A embarcação tem banheiros e bar para comprar bebidas e todos os passageiros são acomodados em cadeiras durante o percurso.

O passeio está disponível a partir de abril e vai até o fim de novembro. É possível conferir os horários disponíveis através do site e também comprar os ingressos on line. Preferi comprar os ingressos no dia mesmo, pois não sabíamos que horas exatamente terminaria o passeio com o guia e se não conseguíssemos chegar a tempo o dinheiro não seria devolvido e perderíamos os ingressos. Conseguimos comprar na hora que chegamos no local, faltando 15 minutos para o barco partir. Foi ótimo ter feito o passeio no primeiro dia, pois tivemos um panorama da cidade e de sua história e também porque foi o dia mais lindo (céu azul + sol) e de temperatura amena durante a viagem!

Captura de Tela 2014-06-29 às 20.26.31

A guia do nosso passeio nos contou várias curiosidades sobre Chicago e a que mais chamou nossa atenção foi a explicação sobre a origem do nome da cidade: reza a lenda que Chicago era um grande pântano, portanto era chamada de Checagou, que significa “grande cebola fedida’.

Foi um passeio super agradável, tanto pelo fato de ter conhecido muito sobre a história de Chicago e principalmente por ver de perto e ouvir a guia falar sobre vários símbolos da arquitetura da cidade:

01 02 03

Após o passeio, seguimos caminhando pelas ruas de Chicago. Nas ruas vimos vários canteiros com tulipas de todas as cores:

Tulipas

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Fomos em direção ao edifício John Hancock para apreciar a vista da cobertura de um dos edifícios mais altos da cidade (atualmente é o 4º da lista):

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Assim como acontece em NY (Empire State Building versus Top of the Rock), em Chicago existe a opção de subir no observatório da Willis Tower (edifício mais alto de Chicago, ingresso a US$19,00) ou do John Hancock (ingresso a US$18,00). Mas neste último existe um restaurante no 95º onde é possível subir sem pagar ingresso e de quebra ainda ver a mesma vista que se tem do observatório, que está no 94º andar. Mas claro que o ideal é sentar em alguma mesa e consumir, no mínimo, uma bebida enquanto aprecia a vista! Foi ótimo para descansar e ver do alto a minha mais nova cidade preferida! Quem nos deu a dica foi o Howard e valeu muito a pena!

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Ao sair de lá já estávamos exaustos, mas ainda sobrou um pouco de energia para voltar caminhando até o Millenium Park e ver as fontes de LED que ficam próximas ao “The Bean” e também aproveitar para tirar algumas fotos com a linda luz do fim do dia:

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Nem fomos para o hotel, pois certamente capotaríamos! Estávamos famintos e decidimos parar no Miller’s Pub, que fica ao lado do hotel. Lugar super agradável, uma infinidade de opções de cervejas e comida muito boa. Para finalizar bem o dia produtivo que tivemos!

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4 comentários
  1. Que lindo o post sobre Chicago 🙂 Me deixou com mais saudades ainda da cidade.

    Fiquei feliz por saber que a dica do passeio foi útil e que vocês gostaram bastante 😀

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    • Oi Natalie!
      Obrigada pelo elogio!
      Sabia que quando estava montando o post e revendo as fotos também me bateu uma enorme saudade da cidade? É totalmente apaixonante!
      Adoro suas dicas e o blog também, estou sempre espiando suas aventuras e me inspirando para os próximos roteiros!
      Beijos e obrigada pela visita!

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