MONTEVIDÉU: SEGUNDO DIA

Nosso segundo dia em Montevidéu começou bem cedo: acordamos às 6h com o sol aparecendo na janela do nosso quarto! Também né, dormimos desde às 17h do dia anterior… Aí sim estávamos descansados e prontos para o batente. Descemos para tomar o café da manhã, que é bem servido: tem pães, bolos, media luna (o croissant deles), frutas e claro, doce de leite!

Depois de nos abastecermos, fomos correr na rambla (fica a menos de 1km do hotel), uma avenida que margeia toda a costa do Rio da Prata e possui 22km de extensão. Ao longo de cada bairro a porção de rambla recebe um nome: no bairro que ficamos hospedados (Punta Carretas) tem a Presidente Wilson e Mahatma Ganhi, por exemplo.

IMG_4322A rambla é o ponto alto da capital uruguaia e me lembrou o calçadão do Rio de Janeiro, porém no lugar de mar eles têm o Rio da Prata (que é enorme e parece mar mesmo). Em várias partes há praias com bancos de areia bem onde muita gente aproveita para nadar ou tomar sol. Aos fins de semana, logo de manhã, já tem bastante gente caminhando, correndo, andando de bicicleta e passeando com os cachorros. E vai ver que é por causa deste incentivo natural que os uruguaios se exercitam frequentemente (o local fica cheio, porém organizado) e são magros. E o pôr do sol por lá é de tirar o fôlego (falarei sobre em outro post).

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Corri 7km e o Du esticou um pouco e parou nos 8km. Quem diria que um dia iríamos levar tênis de corrida na mala e praticar o esporte em uma viagem a passeio! A sensação pós corrida é uma das melhores do mundo, pois o corpo fica leve e a mente tranquila, amo! O bom é que na rambla tem as marcações de quilometragem a cada 500m.

IMG_4115Enquanto esperava o Du terminar o treino, fui dar uma olhada no Memorial do holocausto do povo judeu, projetado por três arquitetos uruguaios.

IMG_4104Na foto abaixo dá para entender o significado dos elementos que compõem o memorial a céu aberto:

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Depois da corrida voltamos pro hotel para tomar banho e trocar de roupa. De fomos de táxi até o Mercado del Puerto, que fica na Ciudad Vieja (bairro mais antigo da cidade). Logo que chegamos me lembrei do Mercado de Santiago do Chile, o qual não gostei. Mas depois de andar lá dentro esta semelhança desapareceu.

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IMG_4133O relógio inglês no mezanino do mercado:

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O Mercado del Puerto foi inaugurado no ano de 1868 e abriga 14 restaurantes em seu interior. É o lugar ideal para apreciar a autêntica culinária uruguaia, seja no balcão, no salão interno ou nas varandas dos restaurantes. Escolhemos o restaurante El Palenque, um dos mais tradicionais da cidade.

IMG_4135O balcão estava lotado, mas achei até melhor porque iríamos ficar praticamente defumados se tivéssemos ficado por lá! O restaurante é grande e tem uma área interna bem espaçosa, e foi lá que ficamos. Comemos uma picanha muito boa acompanhada de batata frita e cerveja Patrícia bem gelada. Estava tudo ótimo! Há vários artistas dentro do mercado que tentam ganhar um dinheiro dos turistas com suas performances. Quando estávamos almoçando entrou uma dupla de cantores tocando violão e bumbo e confesso que não gostei da barulhada que fizeram!

IMG_4130Saímos do mercado e fomos andando pelas ruas do centro antigo. A impressão que tive é de que estava em um lugar que parou no tempo, tudo bem antigo mesmo.

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E claro, uma parada no meio do caminho para um sorvete…

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Fomos até o Teatro Solís, inaugurado no ano de 1856, local visitado por quase todos os turistas que visitam a capital uruguaia. Há visitas guiadas diárias e aos sábados elas acontecem às 11h, 12h, 13h e 16h. Nossa ideia era chegar a tempo para a última visita do dia, porém justamente nesta data as visitas eram exclusivas para os uruguaios vindos do interior. Só foi possível apreciar a bela fachada:

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Gostei do desenho diferente do poste de iluminação pública:

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Sem opções, seguimos andando pela região. Passamos pela Porta da Cidadela e após atravessá-la chegamos na Praça da Independência:

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IMG_4166IMG_4158IMG_4163Ao redor da praça há vários edifícios históricos. Um deles é o Palácio Salvo (muito belo!) que foi, durante muitos anos, um dos edifícios mais altos da América do Sul. Foi construído em 1928:

IMG_4165O Palácio Estévez, construído em 1874, e também está localizado no entorno da Praça Independência. Atualmente é um museu destinado à história da presidência do Uruguai:

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Paramos em frente em um café em frente ao Teatro Solís e depois seguimos por um trecho da Avenida 18 de Julho e depois pegamos um táxi para o Shopping Punta Carretas, onde trocamos dinheiro na casa de câmbio (taxa bem melhor do que do aeroporto e igual à das casas de câmbio do centro) e aproveitamos para comprar algumas coisas no supermercado.

À noite fomos em um bar próximo do hotel (fomos a pé mesmo em menos de 5 minutos de caminhada) que se chama El Tigre. Comemos uma pizza bem boa e bebemos uma cerveja bem gelada. Nem ficamos até tarde, só o tempo de comer e jogar conversa fora! Voltamos pro hotel pouco depois da meia noite sem problema algum. Ficamos meio apreensivos, pois aqui em São Paulo andar pelas ruas neste horário é bem perigoso. Mas em Montevidéu deu tudo certo, a cidade é bem segura.

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