IZMIR: A CIDADE MAIS OCIDENTALIZADA DA TURQUIA

Izmir ou Esmirna é a terceira maior cidade da Turquia (só perde para Istambul e Ancara) e é também a sede regional da Otan. Está localizada na costa do mar Egeu e tem uma população total (incluindo a região metropolitana) que ultrapassa os 3.000.000 de habitantes.

A cidade é uma das candidatas a sediar a Expo 2020 e concorre com São Paulo, Ayutthaya (Tailândia), Dubai (Emirados Árabes) e Ecaterimburgo (Rússia).

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Izmir é considerada a cidade mais ocidentalizada da Turquia e, de acordo com a Wikipedia, até o início do século XX era uma das cidades mais cosmopolitas do mundo.

Voamos de Kayseri até Izmir novamente pela Pegasus Airlines e no aeroporto de Izmir alugamos um carro. Logo que chegamos na Atatürk Caddesi (uma extensa avenida que margeia o Mar Egeu) já percebemos o ar cosmopolita da cidade. Lá é tudo bem diferente de Istambul: cidade moderna, muitas pessoas na ruas, carros e prédios novos, etc. Havia muitas mulheres turcas nas ruas, diferentemente de Istambul (principalmente no bairro histórico), onde um turco nos disse que lá as mulheres geralmente trabalham em órgãos públicos, escritórios e lojas e os homens é que trabalham na rua e ficam mais expostos. Provavelmente isto é um reflexo da posição que as mulheres ocupam, na sociedade e em relação aos homens, de acordo com o islamismo. Enfim, nem parecia que estávamos na Turquia (comparando com o que conhecemos do país em Istambul).

Ficamos somente 02 dias por lá e foi o suficiente. Ficamos hospedados no hotel Best Western que tinha uma excelente localização. Nosso quarto era de frente para o mar e a visão que tínhamos era exatamente a da foto lá de cima!

A vida noturna de Izmir também é bastante agitada e muito diferente de Istambul. No dia que chegamos já era final do dia e após fazer check in no hotel e tomar banho, fomos jantar em um restaurante que ficava em um shopping a céu aberto. Era muito próximo do hotel e fomos a pé mesmo. A comida estava muito boa (frutos do mar) e havia uma banda super animada (e boa!) tocando música turca.

No dia seguinte após o café da manhã, fomos dar uma volta e aproveitar o dia lindo de sol e céu azul. Fomos a pé nos arredores do hotel, onde há um calçadão a beira do Mar Egeu e uma praça enorme com bancos, área para andar de patins e tendas:

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É lá que está a Torre do Relógio de Konak, construída em 1901:

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Nas fotos abaixo, a Mesquita de Konak (que fica ao lado da Torre do Relógio) e o detalhe dos azulejos:

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Queríamos ir até o Castelo de Veludo (fica no alto da cidade) e estávamos na dúvida para saber como chegar até lá. Resolvemos perguntar para um senhor que estava no ponto de ônibus (parecia ser motorista ou funcionário da empresa de transporte) e quando fizemos a pergunta em inglês ele respondeu em turco que não falava inglês. A essa altura já entendíamos um pouco de turco e como as palavras dele vieram acompanhadas de mímicas, entendemos o recado! Mas na mesma hora ele pediu para esperarmos e, então, ele começou a perguntar em turco para todos os passageiros que estavam na fila se alguém ali falava inglês. Foi uma cena muito cômica! E na mesma hora uma moça veio falar com a gente, disposta a nos ajudar. O povo turco é realmente muito receptivo e prestativo. Perguntamos a ela sobre o tal castelo e na mesma hora ela disse para não irmos, pois é um lugar perigoso e deserto e muitos assaltos acontecem lá. Já não estávamos muito animados a ir e depois do que ela disse desistimos de vez.

Depois fomos em um shopping enorme lá perto e andamos sem rumo pelas ruas do centro. Havia uma rua só de vestidos de noivas e roupas de festa e vimos cada coisa por lá! (muita coisa estranha!) Cada vestido de noiva mais esquisito do que o outro (estilo anos 80, estilo bolo de noiva!). Queríamos conhecer a Ágora (as ruínas que restaram) mas o que encontramos foi um enorme terreno baldio, com mato e todo cercado.

Pegamos o carro no estacionamento do hotel e fomos para a avenida Atatürk, onde há vários bares e restaurantes de frente para o Mar Egeu. Passamos uma tarde muito agradável bebendo cerveja bem gelada e comendo várias porções de frutos do mar.

Ah e, claro, mais uma pérola da viagem aconteceu por lá! Estacionamos o carro em frente ao bar e havia uma placa enorme indicando que era proibido estacionar naquele ponto. Porém não havia vagas em outro local, a rua estava lotada de carros e várias pessoas estacionaram lá mesmo onde havia a placa proibitiva. Perguntamos para o garçon se havia problema e ele disse que não e que era amigo do guarda! Ele disse que ficaria de olho no carro e se por acaso o guarda chegasse iria falar para não multar e estaria tudo certo. Aham.. que história mais besta né? E não é que nós acreditamos?!! hahahah E óbvio que depois de algumas horas passou um guarda e multou todos os carros! Inclusive o nosso! Aí na mesma hora o garçon pediu mil desculpas e foi conversar com o guarda, que simplesmente ignorou os pedidos dele! Aí já não tinha o que fazer (a não ser que ele pagasse a multa!) e nos restou rir da situação e continuar no bar! Entrou para os causos da Turquia!

À noite fomos em um bar em um bairro mais agitado (esqueci o nome!) e percebemos que a maioria das pessoas estava bebendo uma bebida que era misturada com água e ficava branca. Conversamos com uns turcos que estavam no bar e eles nos explicaram que se tratava do raki, que é a bebida nacional da Turquia e é feita de figos, uva e uva passa e aromatizada com anis. Eu não gostei da bebida, pois não gosto de anis e achei muito forte (teor alcóolico em torno de 45%!). A ressaca deste tal de raki deve ser terrível!

Gostamos muito de Izmir e como lá não tem tantos monumentos históricos para se visitar, conseguimos curtir mais a cidade e descansar.

E no dia seguinte seguimos viagem rumo a Bodrum, que será tema do próximo post! Estava revendo as fotos da viagem e lembrei que antes de irmos para Bodrum, paramos em Éfeso e na Casa da Virgem Maria. Estes destinos é que serão tema do próximo post!

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12 comentários
  1. Que linda a vista do hotel! O mais legal dos seus relatos de viagem é ver como vocês resolveram as situações, conversaram com pessoas… Tô aprendendo, quem sabe um dia viro um turista mais esperta! hahahha… Bjs!

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    • A vista do hotel é linda e acordar com o mar e a cidade como cenário é uma forma ótima de se começar o dia. O bom de viajar é que sempre aprendemos alguma coisa e isso é muito enriquecedor. E ser turista é praticar mesmo, a gente vai pegando o jeito e depois não quer parar mais!

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      • Angela godinho disse:

        Estive em Izmir e adorei…gostaria de ter ficado mais tempo!! E a mais cosmopolita das cidades turcas..Adorei teu relato e me vi fazendo as mesmas coisas, melhor foi qué não fui multada!!

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      • Que legal que vc teve uma boa experiência em Izmir, Angela! É uma cidade bem diferente das demais mesmo.

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  2. Morei 3 anos em İzmir. De fato, meu marido sempre me falava para não ir nunca jamais para Kadifekale (Castelo de Veludo) mas no geral é bem mais seguro andar em İzmir do que em São Paulo…

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    • Sem dúvidas que é mais seguro que São Paulo!
      Izmir é uma excelente cidade!
      Abs,

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  3. Roberta Chiara disse:

    Izmir realmente é maravilhosa!!! Estou indo para lá agora em Outubro. Estou noiva de um turco e vamos nos casar!!!! Adorei o seu relato da viagem!!! Continue postando sempre suas viagens!!

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    • Oi Roberta!
      Que delícia de viagem! Quero muito ir a Izmir novamente, gostei bastante.
      Que legal que vc vai se casar com um turco!! Toda a felicidade do mundo para vcs.
      Vai morar em Izmir? E como está a questão do terrorismo na Turquia?
      Obrigada pelo elogio e visita, volte sempre!
      Bjss

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  4. Pedro disse:

    Tenho nos últimos anos vagado por ruas de várias cidades do mundo, onde o americano do norte foi na frente com câmaras cibernéticas instaladas nos chifres de carros. De Francistown na Botswana, de Belogorsk nos confins da Rússia, de Sucre na Bolívia, de Calgary no Canadá a Pau d´Arco no Brasil… tenho vagado…vagado por muitas outras. A sensação pueril, sóbria e religiosamente extática é como que um espectro a migrar extremamente de um extremo a outro. Agora a pouco eu estava vagando pelas ruas de Tarsus na Turquia, terra do maior bandeirante do evangelho, que emprestou duplamente seu nome ao Brasil. Entre centenas de detalhes termino aludindo a um forte denunciador da transitoriedade da vida neste planeta: existem cidades que são quase todas elas uma só periferia, outras que nunca ouviram falar disto…:)

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