INTOTIM: VALE A PENA VER DE NOVO

E vale a pena ver sempre! Inhotim é realmente um lugar para se visitar muitas vezes e a cada visita há uma nova descoberta e impressão.

Aproveitei o casamento de uma prima no final de semana passado em BH e programei uma nova visita a Intotim. Desta vez levei meus pais junto comigo, pois apesar de morarem em Itabira (a uns 150km de lá) nunca tinham visitado o lugar. Eles ficaram maravilhados com tudo o que viram e já querem voltar!

Fomos de carro pela BR040 e 3Km após a entrada para Ouro Preto pegamos a estrada à direita até Brumadinho. Uma parte desta estrada tem uma vista linda, já que parte dela é uma descida de serra (há várias curvas estreitas também). Passamos em frente ao acesso para o restaurante O Topo do Mundo que infelizmente ainda não conheço mas dizem que tem uma vista maravilhosa.

Chegamos no museu/parque por volta das 11h, 1h e meia após o horário de abertura. O ideal é chegar assim que o local abre para poder aproveitar melhor o tempo.

Fonte da imagem: http://www.inhotim.org.br/index.php/p/v/209-341

Assim como da primeira vez que fui (veja aqui), optamos por pagar R$15,00 a mais para ter direito ao transporte interno que é uma verdadeira “mão na roda”! Quando fui no ano passado a taxa era de R$10,00, mas o valor da entrada permanece o mesmo (R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada). Fizemos primeiro o caminho que vai até a galeria Som da Terra, de Lama Lâmina, Galeria Miguel Rio Branco e Galeria Doris Salcedo.

Abaixo a galeria Som da Terra, que continua sendo a minha preferida, e foi o único momento ensolarado do dia:

Fizemos uma pausa na Omeleteria que fica dentro da Galeria Miguel Rio Branco. A essa altura a fome apertou e fizemos um lanche rápido por lá. Comi uma empada deliciosa e mais tarde pude constatar que estava melhor do que o almoço!

De lá fomos até a obra da Rivane Neuenschwander, que infelizmente estava em manutenção e pegamos o carrinho para fazer o segundo trajeto, que tem as obras mais interativas do parque. Passamos em frente a obra Desert Park, da artista Dominique Gonzalez-Foerster:

A primeira parada foi na obra Folly da artista Valeska Soares, que foi uma das que mais gostei. Trata-se de uma instalação em formato octogonal revestida de espelho interna e externamente e com uma bela vista para o lago. Até aí nada demais…

Mas é lá dentro que tudo acontece! Há uma projeção de duas pessoas dançando e como fundo musical a música Look of Love. E como o formato é octogonal, os espelhos se refletem uns nos outros, dando a impressão de que a sala é infinita e que estamos no meio da dança também. Gostei muito desta obra.

A próxima parada foi a obra Viewing Machine, do artista dinamarquês Olafur Eliasson. É como se fosse um caleidoscópio gigante, que pode ser manuseado pelos visitantes.

De lá fomos para a Galeria Galpão Cardiff e Miller que gostei bastante também.

A poucos metros está a obra The Palm Pavillion do artista Rirkrit Tiravanija:

Em frente está a obra Piscina (2009) de Jorge Macchi. A piscina construída ao ar livre pode ser utilizada pelos visitantes. Não foi o nosso caso, pois nesta hora o tempo estava nublado e um pouco frio.

A poucos metros dali está a galeria Marilá Dardot A origem da obra de arte (2002). É um galpão com acessórios de jardinagem, sementes e letras de cerâmica onde o visitante é convidado a compor suas próprias palavras ou frases e também a plantar.

Dentro do galpão há bancos e mesas comunitárias e estantes divididas por letras:

De lá seguimos para a galeria Cosmococa, do artista Hélio Oiticica.

O ponto final deste trajeto é na Galeria Adriana Varejão e como estávamos ao lado da Galeria Cildo Meireles, decidimos passar por lá antes de almoçar. Nesta galeria visitamos a obra Desvio para o vermelho I: Impregnação, II: Entorno, III: Desvio, Através e Glove Trotter. Uma pena não poder tirar fotos no interior das obras, pois são todas muito interessantes. Inclusive há vários peixes transparentes no interior da Através, que junto com Desvio para Vermelho foram as obras do Cildo que mais gostei.

Ao sair de lá já estávamos famintos, afinal já passava das 15h. Almoçamos no Restaurante Tamboril, que desta vez deixou a desejar. Optamos pelo buffet com preço fixo e a comida estava fria. Mate-me mas não me oferece comida fria, por favor! Tudo bem que já estava tarde, mas mesmo assim o horário não serve de justificativa para a comida fria, pois se o restaurante fica aberto até às 16h tem por obrigação manter a qualidade até o final do expediente. Quando saímos comentei o episódio com o garçom e com a chefe da cozinha que estava ao lado dele. Foram super simpáticos e disseram que vão tomas as devidas providências. Mas na dúvida é melhor almoçar mais cedo para garantir a comida quente!

Ao sair do restaurante tínhamos menos de 1 hora para ver outra obras antes que o parque fechasse (fecha às 16:30h). Aproveitamos para ver Penetrável Magic Square # 5 do Hélio Oiticica e no caminho passamos por outras obras.

No caminho o sol não sabia se aparecia ou se ficava escondido e nos presenteou com a bela imagem:

E claro, no trajeto muitas palmeiras cada uma mais linda do que a outra. Minha mãe que tem uma paixão por plantas, principalmente por palmeiras, ficou louca com a diversidade de espécies que encontrou por lá. É realmente maravilhoso:

Tentamos ir até a galeria da artista Lygia Pape que foi inaugurada naquela semana. Mas quando chegamos lá a galeria já estava fechada fechada, pois já eram 16:30h. Certamente ficará para a próxima visita!

Não conseguimos ver todas as obras, assim como quando fui da primeira vez. Mas este não deve ser o propósito de uma visita a Inhotim, um lugar para ser visitado sempre e com bastante calma para aproveitar cada cantinho!

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