MARRAKECH: PRIMEIRO DIA

No dia 08/05 às 14h desembarcamos no Aeroporto Menara em Marrakech, a segunda maior cidade do Marrocos. Da janela do avião foi possível ver a paisagem árida, onde a cor marrom predomina. O vôo foi tranquilo e durou duas horas e meia.

Trocamos o dinheiro no próprio aeroporto e a taxa de câmbio foi praticamente a mesma que encontramos em outros locais da cidade. A moeda utilizada no Marrocos é o dirham e 1 real vale aproximadamente 4 dihrans.

Quando passamos pelo portão de desembarque pude ver de perto o belíssimo Terminal 1 que foi concluído em 2008 e é um show de arquitetura! O projeto é assinado pelos arquitetos Abdallah Elghrari, CR architecture (Claude Costantini et Michel Regembal), Patrick Puyo e Serge de Pretto e faz parte do projeto de expansão do aeroporto. Futuramente Menara contará com um terceiro terminal que já está sendo construído.

No interior da edificação os vidros da cobertura permitem a entrada de iluminação natural:

A estrutura metálica da cobertura avança sobre a entrada do aeroporto. À medida que o sol atravessa os vidros com motivos árabes temos a impressão de que a cobertura é feita de renda:

No saguão de desembarque nos encontramos com o motorista da van que nos levou até hotel. O trajeto foi rápido e durou menos de 15 minutos. Nosso hotel estava localizado dentro da Medina (a cidade antiga circundada por uma muralha e construída pelos muçulmanos na Idade Média), onde é permitido o trânsito somente de motocicletas. Desta forma, descemos da van na entrada da Medina e seguimos a pé por uns dois minutos até o hotel.

Fomos muito bem atendidos pela recepcionista que nos deu um mapa da cidade e nos explicou brevemente os principais pontos turísticos. Ela nos ofereceu o tradicional chá de hortelã e biscoitos que foram devorados em segundos!  Fizemos o check in, deixamos as malas no quarto e fomos a pé em direção à praça Djemaa el-Fna. No caminho perguntamos a um marroquino se aquele era mesmo o caminho da praça e ele disse que era para irmos atrás dele. Dissemos que não queríamos guia e ele disse para ficarmos despreocupados, pois não estava interessado em gorjetas e sim em nos ajudar. Ele nos levou até um casarão onde são vendidos tapetes artesanais de várias regiões do Marrocos e disse que ali o preço era melhor, por pertencer a uma associação. Subimos até o terraço, de onde se tem uma ampla visão da cidade:

O interior da casa é lindo, rico em detalhes e com uma mistura de ornamentos em gesso, azulejos e marchetaria. Na sequência sentamos no sofá, tomamos chá de menta e um senhor começou a mostrar os diversos tipos de tapete que vendiam. O Du queria me matar, pois sabia que eu não queria comprar tapete algum. Mas eram tão bonitos e fiquei simplesmente olhando!

Após mostrar uns vinte tipos de tapetes, o senhor me perguntou de qual tinha gostado mais. Apontei para um colorido que custava a bagatela de cinco mil euros! (ouch) Ele já estava mandando embrulhar mas tivemos que interrompê-lo e o Du disse que era nosso primeiro dia na cidade, estávamos mortos de fome e última coisa que queríamos era comprar um tapete. Agradecemos e fomos embora. Quando estivemos em Istambul no ano passado aconteceu um episódio semelhante, que ainda vai virar post.

Finalmente fomos para a Praça Djemaa el-Fna que é o coração da cidade. É lá que tudo acontece: há barracas de comida e suco de laranja, encantadores de cobras, macacos, mulheres fazendo tatuagem de hena… enfim, uma mistura! E no meio disso tudo há centenas de turistas caminhando em meio aos carros, charretes e mobiletes. O caos total!

O suco de laranja é uma delícia e vale a pena experimentá-lo!

Há pessoas na praça o tempo todo e o movimento é maior durante a noite quando a temperatura já está mais amena.

Entramos em um dos vários restaurantes que existem ao redor da praça e nos sentamos na varanda, de onde foi possível observar o movimento. Estávamos famintos, afinal só tomamos café da manhã neste dia, e comemos cuscuz e uma pizza Margherita.

Este dia estava nublado e a temperatura agradável. Fiquei aliviada, pois pensei que em Marrakech fazia muito calor. Estava totalmente enganada e na verdade este foi o único dia fresco que enfrentamos.

É impressionante a quantidade de antenas parabólicas nos telhados (canto inferior direito da foto abaixo):

Seguimos andando pelas calçadas que estão repletas de pés de laranja:

É ali perto que está a Mesquita Koutoubia cujo acesso só é permitido aos muçulmanos. De qualquer ponto da cidade é possível ver o minarete que tem 70m de altura e foi concluído no final do século XII. No topo há esferas douradas que, diz a lenda, foram feitas a partir das joias de uma das mulheres do sultão Yacoub el-Mansour por ter quebrado o jejum no Ramadan.

Flores e palmeiras ao redor da mesquita:

O trânsito é uma bagunça e para travessar a rua fomos andando entre os carros, ônibus velhos e até carroças:

Na calçada as pessoas esperam pelo ônibus:

A essa altura já estávamos cansados e seguimos para o hotel para aproveitar o pôr do sol e curtir o belo visual do local à noite:

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