MADRID: SEGUNDO DIA

O segundo dia começou mais tarde, afinal de contas era um domingo e precisava dormir um pouco mais para me recuperar totalmente do jet leg. E já que o café da manhã do hotel era servido até às 11:30h, o jeito foi dormir até mais tarde mesmo ! Ficamos hospedados no Chic and Basic Mayerling e gostamos bastante. A localização do hotel é excelente: está a menos de 5 minutos a pé da Puerta del Sol e ao lado da estação Tirso de Molina do metrô e ainda tem a área help yourself ao lado da recepção para que os hóspedes possam se servir de água, suco, chá e bebidas quentes a qualquer momento. Ficamos hospedados no quarto tamanho L (há também a opção XL) e é ideal para quem anda o dia inteiro e ao chegar no quarto quer mesmo banho quente e boa cama. Fiz a reserva com um mês de antecedência pelo site do hotel e consegui um desconto de 30%. O único porém é que não aceita cancelamento e o valor já é descontado no cartão de crédito no ato da reserva.

O dia amanheceu mais ensolarado e mais quente do que o anterior e a primeira parada foi o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia. É lá que está Guernica, um dos trabalhos mais conhecidos do pintor espanhol Pablo Picasso, e é também a única obra do museu que não pode ser fotografada.

Visita obrigatória para quem é amante de arte moderna e contemporânea como eu, o Reina Sofia possui um vasto acervo que inclui várias obras de Picasso, Salvador Dalí e Joan Miró, fotografias, instalações e trabalhos de alguns artistas brasileiros, entre eles Hélio Oiticica. O museu só não abre às terças-feiras e o bom é que a entrada é gratuita de segunda à sexta das 19h às 21h, sábado das 14:30h às 21:00h, domingo das 10:00h às 14:30h e nos dias 18 de abril, 18 de maio, 12 de outubro e 6 de dezembro. O Museu do Prado também adotou esta iniciativa que é muito mais abrangente do que alguns museus brasileiros e do mundo afora que têm um dia específico de entrada gratuita. Esta iniciativa é ótima, pois permite que toda a população tenha acesso à arte.

O museu abriu as portas em 1990 e está instalado no Edifício Sabatini onde funcionou até o ano de 1965 o Hospital de San Carlos. As torres de vidro construídas em 1988 abrigam os elevadores e contrastam com o edifício do século XVIII.

Em 2005 foi inaugurado o anexo Edifício Nouvel cujo fantástico projeto é de autoria do arquiteto francês Jean Nouvel. O prédio abriga salas de exposições temporárias, biblioteca e centro de documentação, livraria, escritórios, café-restaurante, sala de protocolo e dois auditórios. Vale a pena subir até a cobertura para apreciar a vista da cidade e admirar de perto os rasgos na cobertura.

O pátio interno possui uma enorme cobertura vermelha que integra os dois edifícios:

Ao sair do museu decidimos ir até o Carrefour da Calle Fuencarral comprar as entradas para a tourada. Para quem quer comodidade  também é possível adquirir os ingressos através do site. Li em vários guias que a Fuencarral é uma rua ótima para fazer compras, possui uma variedade enorme de lojas e vive lotada de turistas e locais. Um ótimo motivo para ir até lá! O Du viu no mapa do metrô uma estação chamada Fuencarral e nem pensou duas vezes: é lá que vamos descer. Como sempre digo que meu marido já veio com gps de fábrica (rs) e eu sou sem direção (o Du me chama de “gpsless”) nem questionei o trajeto. Demorou bastante para chegar e se não me engano fizemos umas 3 baldeações. Ao sair da estação nos deparamos com um bairro totalmente residencial e havia poucas pessoas na rua. Como assim, nenhum movimento? E as lojas? Perguntei para duas pessoas e ninguém conhecia a bendita rua. Quando decidimos olhar no mapa, Bingo! A Calle Fuencarral fica muito próxima do hotel, ou seja, estávamos praticamente ao lado dela. Pegamos o metrô novamente e para nossa surpresa o Carrefour estava fechado! Depois dessa desencanamos e decidimos comprar os ingressos no próprio local.

Aproveitamos para comer na Cervecería 100 Montaditos que como o próprio nome sugere, oferece 100 tipos de mini sanduíches. O bom é que dá para provar vários sabores e a caneca de chopp custa somente 1 euro! Há vários endereços na cidade e é uma ótima opção para beliscar. De lá fomos em direção ao metrô e passamos por várias lojas, entre elas Zara (achei esta a melhor de todas, mais vazia e mais organizada), Stradivarius, lojas de lingerie, perfumarias e Kiko Make up.

Descemos na estação Ventas e a poucos passos estávamos na Plaza de Toros de Las Ventas. O belo prédio de arquitetura mourisca impressiona pela beleza e tamanho. Fomos direto para a bilheteria comprar os ingressos e apesar  de haver muitas pessoas na fila, o atendimento foi rápido. O local estava bastante movimentado, provavelmente por ser o primeiro dia da Feria de San Isidro, festival que ocorre durante os meses de maio e junho. Há vários preços de ingressos que variam de acordo com a proximidade da arena (quanto mais longe mais barato e vice-versa) e também com a posição em relação ao sol e sombra (os assentos na sombra são mais caros e vice-versa). Optamos por assentos no sol e mais próximos da arena e este era o lado mais cheio também. Como o dia estava frio não foi incômodo algum ficar no sol, mas se fosse verão certamente teria sido uma roubada.

Não vou descrever todos detalhes da tourada e para quem se interessar o Arnaldo Interata, autor do excelente blog Fatos e Fotos de Viagem, escreveu um post sobre o assunto.

Foi uma experiência diferente, principalmente para entender melhor sobre esta tradição espanhola.

O espetáculo acabou por volta das 21h (durou aproximadamente 2 horas) e saímos de lá junto com o sol.

Depois da tourada fomos jantar no restaurante Baazar e adoramos! A comida é ótima, o preço melhor ainda e possui um ambiente bem animado. O restaurante estava lotado e não aceita reservas. O tempo de espera foi de 15 minutos e enquanto esperávamos aproveitamos para tomar um chopp no bar ao lado.

Uma ótima opção para finalizar o dia!

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5 comentários
  1. Flávia disse:

    Estou adorando sua descrição de Madrid e das opções de lazer!
    Que bom saber que o Du tem um GPS de fábrica porque talvez tenha que solicitá-lo, kkkkk. O Célio não tem e tem uma capacidade imensa de se perder ou achar o pior caminho, rs. Até tenho algum senso, mas não resolve muito se eu estiver com ele não, rs.

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    • Que bom que está gostando de Madrid, que aliás é uma cidade encantadora! O Célio é bem perdido mesmo, não me esqueço de vcs indo pro meu casamento!
      Beijos

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  2. Kaká disse:

    Como assim vc é “gpsless”? Quando eu me comparava com vc sempre ficava tão impressionada com sua precisão geográfica e memória invejável! O Du deve ser o gps em pessoa! hahaha
    Adorei tudo, mas super abriria mão das touradas… besos!

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    • Que bom vc por aqui!
      Pois é, o Du é o gps em pessoa mesmo e fico despreocupada com ele no comando. Quando vocês vierem nos visitar poderão comprovar a precisão geográfica dele!!
      A tourada foi uma experiência diferente e no início fiquei apreensiva de ver os touros morrendo. Mas foi interessante ver ao vivo este evento que faz parte da cultura espanhola. Acho que só estando lá para entender a dimensão de uma tourada.
      Beijos e saudades!

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