MADRID: PRIMEIRO DIA

No início de maio eu e o Du saímos de férias e passamos 17 dias na Espanha e no Marrocos. Estivemos em Madrid entre os dias 05 e 07 de maio e adorei a capital espanhola! A cidade é limpa, organizada e possui um metrô de dar inveja a qualquer um (são 281 estações, 12 linhas e 283,8km de extensão). O ponto negativo é que há muitos pedintes nas ruas em todos os cantos da cidade.

Chegamos no aeroporto de Madrid-Barajas por volta das 6:30h e desembarcamos no T4, o novo terminal inaugurado em 2006 cujo projeto é de autoria dos arquitetos Carlos Lamela e Richard Rogers. A caminho da imigração pude apreciar a belíssima arquitetura da edificação que possui amplos corredores, estrutura metálica esbelta, grandes panos de vidro e forro em madeira laminada de bambu.


Estava um pouco apreensiva na hora da imigração, pois já li vários casos bizarros de brasileiros deportados e a maioria deles com situação estável no Brasil. Mas correu tudo bem e o agente da imigração me perguntou somente qual era o motivo da viagem e assim que respondi que estava na Espanha a turismo meu passaporte foi carimbado e fui liberada. Apesar de todo o rebuliço em torno da deportação de brasileiros não vi uma pessoa que teve a entrada negada neste dia.

De lá pegamos o trem para retirar as bagagens e pudemos perceber como o aeroporto é enorme. O percurso do desembarque até a retirada das bagagens durou aproximadamente 25 minutos e vale também na hora de embarcar (do momento do check in até o embarque). Ou seja, para quem está acostumado a chegar em cima da hora é fundamental considerar estes minutos na hora de calcular o horário de chegada ao aeroporto.

Abaixo as esteiras de bagagens (igualzinho a estrutura dos aeroportos brasileiros, NOT?!):

O aeroporto de Barajas está conectado à linha 8 do metrô de Madrid e foi a maneira que escolhemos para chegar até o hotel. A tarifa simples custa € 1,50 + € 3,00 de suplemento do aeroporto e o pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão de crédito. Ao lado das máquinas que vendem o bilhete há um balcão de informações onde pegamos o mapa com todas as estações do metrô. Após várias estações, baldeações e uns 40 minutos estávamos no hotel mas como o quarto só seria liberado às 12h deixamos as malas por lá e fomos conhecer a cidade.

Fomos a pé em direção à Puerta del Sol que estava a uns 5 minutos de caminhada do hotel e é o principal ponto de encontro da cidade. É considerada pelos madrileños o coração da cidade e fica lotada de turistas, vendedores ambulantes e artistas de rua dia e noite afora. O curioso é que neste horário, por volta de 8:40h, tanto a praça quanto a cidade estavam praticamente desertas e só às 10:30h o movimento aumentou. 
É lá, em frente ao prédio da prefeitura, que está a indicação do marco zero que é o ponto inicial de todas as rodovias da Espanha (no canto esquerdo da foto abaixo):

Seguimos pela Calle de Alcalá e no caminho passamos pelo edifício do Banco da Espanha, edifício Metrópolis na esquina com a Gran Via, Palácio de Comunicações, Fonte de Cibele e a Puerta de Alcalá:

A poucos metros da Puerta de Alcalá está um dos acessos ao Parque do Retiro que possui grande área verde e um belíssimo paisagismo. Apesar do frio que fazia na hora em que estávamos lá, havia muitas pessoas correndo e praticando remo no lago.

De lá seguimos para a Igreja dos Jerônimos e passamos por ruazinhas lindas, com vários prédios antigos. Morar ali não deve ser nada ruim!

A Igreja dos Jerônimos foi construída no século 16 e é vizinha ao Museu do Prado. Entramos para conhecer seu interior e escapar do vento frio (neste dia a temperatura estava em torno dos 11C). Sentei para rezar um pouco e sem perceber cai em sono profundo! Estava muito cansada, afinal não dormi no avião e até sonhei sentada no banco da igreja! Acordei com o Du me chamando: “Iza, você está dormindo? Não acredito! Pensei que vc estivesse rezando!” rs Não estava conseguindo raciocinar direito de tanto sono e como já era quase meio-dia decidimos voltar para o hotel.

Após descansar um pouco seguimos em direção à Plaza Mayor que é a praça mais famosa e um dos pontos turísticos mais visitados de Madrid. Está rodeada de prédios onde há várias lojas tradicionais no térreo.

Nas redondezas da praça está o Botin que foi inaugurado no ano de 1725 e de acordo com o livro dos recordes é o restaurante mais antigo do mundo.

 A essa altura a fome apertou e a próxima parada foi o Mercado San Miguel que fica na saída oeste da Plaza Mayor. Há barracas de queijos, jamón, tortillas, frutas, doces, bebidas, frutos do mar… Enfim, o destino certo para provar vários petiscos (tapas) e matar a fome! Pegamos uma porção com vários tipos de queijo, o tradicional jamón ibérico, cervejas, tortillas… hum! E lá não tem frescura, vc chega pega sua porção e sai a procura de uma bancada ou mesa e ali divide sua refeição entre locais e turistas. 


Quando saímos do mercado a temperatura estava mais baixa e uma leve garoa insistia em cair. Nessa hora deu uma vontade louca de comer um doce! Fomos comer os famosos churros da Chocolateria San Gines que existe desde o ano de 1894. A churreria é um clássico madrileño, fica aberta 24h e está sempre cheia. Diferentemente do que estamos acostumados no Brasil, o churro espanhol não é recheado e existe também a porra que é uma versão mais grossa da iguaria. E pra melhorar ainda vem acompanhado de uma caneca de chocolate cremoso para molhar os churros… simplesmente perfeito! O local fica escondido no final da Pasadizo de San Ginés 11.

Para finalizar o dia em grande estilo!

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