INHOTIM: UMA BELA SURPRESA

Em outubro do ano passado aproveitei minhas férias forçadas para ficar uns dias em BH e matar as saudades da família e dos amigos de lá. Aproveitei para finalmente conhecer o Inhotim, museu de arte contemporânea a céu aberto localizado em Brumadinho na região metropolitana de Belo Horizonte. Fui com a Priscila (irmã do meio) e a Jenisse (sogra dela e que também ama viajar).

Antes de se tornar um museu, Inhotim era uma enorme fazenda cujo dono era conhecido na região por Senhor Tim. Como nós mineiros engolimos o final das palavras, senhor virou sinhô e depois passou a ser simplesmente nhô. Daí surgiu o nome Inhotim.

O museu funciona de Terça a Sexta-feira das 9:30 às 16:30 e aos Sábados, Domingos e feriados de 9:30 às 17:30. Está localizado a 60km da capital mineira e de carro a viagem dura aproximadamente 1h.

Optamos por ir de ônibus pela empresa Saritur a partir da rodoviária de Belo Horizonte no centro da cidade. Há saídas diárias sendo que o horário da ida é às 9:15h (R$13,10) e a volta às 16:30 (R$12,75). Aos sábados, domingos e feriados o ônibus retorna às 17:30h.  A viagem durou aproximadamente uma hora e meia. Lembrando que a única forma de pagamento aceita é dinheiro é só é possível comprar passagens no guichê da empresa na rodoviária ou dentro do próprio ônibus. É possível comprar a passagem no guichê da rodoviária (só aceitam dinheiro – nada de cartões de débito ou crédito), dentro do ônibus (também somente em dinheiro) ou através do site da empresa: http://www.saritur.com.br (neste caso é possível pagar com cartão).

A entrada custa R$20,00 (inteira), R$10,00 (meia entrada para pessoas acima de 60 anos e estudantes) e entrada gratuita para crianças menores de 06 anos. Aceitam cartões de crédito Visa, Mastercard e American Express como forma de pagamento. É possível comprar o ingresso pela internet  com um acréscimo de R$3,19 de taxa de conveniência. E uma boa notícia: a partir de fevereiro a entrada às terças-feiras será gratuita. Obs.: Valores praticados no ano de 2012. 

Por mais R$10,00 é possível visitar as 03 obras mais distantes em carrinhos que parecem aqueles utilizados em campos de golf. Estava um sol de rachar e optamos pelo carrinho: opção mais do que aprovada! Obs.: Valores praticados no ano de 2012. 

Na entrada há guarda-chuva, carrinho de bebê e cadeira de roda disponíveis gratuitamente, basta deixar um documento com foto para o empréstimo.

Na foto abaixo a estrutura do museu em sentido horário:

Banheiros em vários lugares, os carrinhos para se locomover até as galerias mais distantes, banheiro da entrada, carrinhos e cadeiras de rodas para empréstimo e bebedouros.

Inhotim é enorme e para aproveitar toda a estrutura do museu sugiro dividir a visita em 02 dias. Fizemos tudo com bastante calma para poder apreciar o local e como chegamos por volta das 11h não conseguimos ver nem metade do acervo.

Lá dentro é tudo muito organizado, limpo e milimetricamente planejado. Me senti na Disney, só que no lugar de brinquedos há obras de arte! Fiquei impressionada com a estrutura do local, os jardins muito bem cuidados, a educação dos monitores que são estudantes da região de Brumadinho e a perfeição de todos os detalhes! Não parece que é Brasil e muito menos o interior de Minas. A primeira impressão é de surpresa, uma excelente surpresa! E fiquei super orgulhosa de ter um lugar desses no Brasil e mais orgulhosa ainda por ser na minha terra!

Pelo mapa abaixo é possível ter uma ideia do tamanho do Inhotim e localização das galerias e exposições: (clique na foto para aumentá-la)

Fonte da imagem: http://www.inhotim.org.br/index.php/p/v/209-341

Fomos de carrinho até a obra Gui Tuo Bei do artista Zhang Huan, foto abaixo:

Abaixo foto da escultura Escultura para todos os materiais não transparentes do artista Waltercio Caldas que fica nas proximidades do Restaurante Tamboril:

De lá fomos a pé até a obra By Means of a Sudden intuitive realization do artista Olafur Eliasson:

Percorremos a pé algumas obras e em frente a Galeria Doris Salcedo pegamos o carrinho para ir até a obra  Som da Terra do artista Doug Aitken. No interior da construção é possível ouvir os sons captados por vários microfones instalados a centenas de metros de profundidade. De todas as obras que vi foi a que mais gostei:

De lá fomos a pé até a obra De Lama Lâmina do artista Matthew Barney que é bem interessante:

Na sequência pegamos o carrinho e fomos até a Galeria Miguel Rio Branco com a linda fachada inteira revestida em aço corten:

A galeria tem projeto de arquitetura assinado pela competente equipe do escritório Arquitetos Associados de BH e entre os arquitetos da equipe está Alexandre Brasil e André Prado que foram meus professores na EA UFMG.

Lá dentro é possível visitar exposições de fotos do artista, muito belas e impactantes por sinal, e no térreo está localizada a Omeleteria que tem opções de sanduíches, salgados e omeletes.

Em frente a galeria momento para foto em um dos vários troncos de árvores que viraram bancos:

A esta altura a fome apertou e fomos de carrinho até o Restaurante Tamboril que é a única opção de restaurante aberto durante a semana. A comida é excelente e há opção do menu a la carte (valor dos pratos entre R$35,00 e R$60,00) ou buffet (R$47,00 durante a semana e R$55,00 nos finais de semana/por pessoa). Escolhemos a segunda opção e valeu cada centavo. As opções de saladas são variadas e excelentes e os pratos quentes são deliciosos. Água de côco e vinho branco para refrescar e no lugar da tradicional carta de vinhos impressa o  garçon traz o ipad com as opções de vinhos.

De frente para o restaurante está a escultura em bronze Sem Título do artista Edgar de Souza:

Após o almoço seguimos a pé até a obra Inmensa do artista Cildo Meireles:

Nas proximidades está outra escultura do artista Edgar de Souza. De todas as esculturas que vi em Inhotim esta foi a que mais gostei:

Mais a frente está o Restaurante Oiticica com buffet a kilo que abre somente nos finais de semana e feriados e a obra Penetrável Magic Square # 5 do artista Hélio Oiticica:

De acordo com o site: “O Inhotim possui o que se acredita ser a maior coleção mundial de palmeiras, com cerca de 1400 espécies/híbridos/variedades, mais de 1800 acessos e um total de mais de 20000 indivíduos (entre plântulas e indivíduos adultos).” E realmente é enorme a quantidade de palmeiras por lá, cada uma mais linda do que a outra:

Depois fomos até a Galeria da artista Adriana Varejão que eu estava louca para conhecer e é na minha opinião a galeria mais bonita:

Nas redondezas está a obra Troca-Troca do artista Jarbas Lopes:

Às 16h fomos até a loja do museu que tem boas opções de souvenir e de lá seguimos para o estacionamento de onde sairia o ônibus de volta para BH. Uma pena que foi rápido e a hora simplesmente voou. Quero voltar várias vezes com certeza! Inhotim é mais do que um museu, é uma experiência para os cinco sentidos. No dia que fomos vimos um casal com um recém nascido, excursões de escolas infantis, idosos; ou seja, programa recomendado para todas as idades e gostos. É um local para ser visitado várias vezes, pois sempre há novas exposições e inclusive há uma galeria sendo construída.

E a pergunta que me fiz na saída: Por que esperei tanto tempo para conhecer Inhotim?

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